Arte culinária nas escolas

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      Dr. Ulisses Coelho – médico endocrinologista

  1. MOTIVAÇÃO

Aos 82 anos de idade aprendi a cozinhar aproveitando o período de isolamento com a permanência em casa.

Nessa ocasião, uma menina de 12 anos, com aulas on-line, fazia doces chamados “brigadeiros” (chocolate, manteiga e leite condensado). Ela não cozinhava habitualmente.

Então, lembrei dos problemas relacionados à obesidade nos adolescentes e nos adultos, que vem crescendo consideravelmente no Brasil e em outros países, como nos EUA. Em consequência, enfermidades surgem precocemente, como diabetes, por exemplo.

Assim, relacionei este problema de “Saúde Pública” com as recomendações médicas-científicas, estas orientam que para priorizarmos a qualidade de vida precisamos: alimentação saudável, atividade física regular e evitar o sedentarismo.

  1. REFLEXÃO

A minha memória volta à infância. Nela lembro a casa de meus pais, situada na pequena cidade de São Pedro do Sul-RS, e o Grupo Escolar “29 de Junho”. O estímulo aos estudos e à leitura era prioridade sempre lembrada pelos meus pais e, por isso, fez com que os sete filhos (inclusive as irmãs), ficássemos afastados de qualquer atividade culinária. Passaram os anos, em Santa Maria, no 2º ano do Ginásio no “E. N. Olavo Bilac”, tivemos aulas de Trabalhos Manuais em que procurávamos desenvolver outras habilidades. Porém, nada relacionado ao preparo ou educação alimentar.

  1. A NOBRE ARTE DA CULINÁRIA

-Se para termos saúde precisamos de alimentação saudável, evitando obesidade e outras patologias;

-Se para desenvolver uma atividade importante precisamos conhecer os alimentos que ingerimos;

-Se o ato de cozinhar desperta criatividade agradável ao visualizar a transformação do alimento que vem da natureza, em alimento nutritivo com a possibilidade de nuances e temperos diferentes para torná-lo mais saboroso;

-Se o aroma emanado desperta apetite;

-Se, para vivermos, em quaisquer circunstâncias, o alimento e o oxigênio são indispensáveis;

-Se conhecendo os alimentos que nos fazem bem, podemos destacar sua procedência, valorizando produtos da terra e, preferencialmente, sem agrotóxicos (orgânicos);

Então, ao estimular a criança aprender e valorizar esta importante arte, ela poderá mudar seu hábito alimentar, tendo uma vida com mais saúde e, sendo assim, uma relevante estratégia para evitar a obesidade.

  1. CONCLUSÃO

 Desta forma, surge a idéia em inserir uma disciplina, como parte do currículo do Ensino Fundamental, orientada por nutricionistas, médicos nutrólogos e professores especializados nesta área.

Isso possibilitaria aos jovens terem conhecimento da importância real do alimento para a saúde, especialmente porque sem alimento não existe VIDA.

 O alimento é a essência da VIDA, sendo a CULINÁRIA uma das mais nobres ARTES!

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