Faleceu a professora da UFSM Neiza Leite Veleda

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(Fotos: Arquivo Pessoal)

A professora aposentada do Centro de Educação da UFSM, Neiza Leita Veleda, faleceu no dia 22 de julho, aos 100 anos. Segundo a família, morreu de causas naturais, na cidade de Tapes, onde morava com os filhos.

Neiza foi professora no Centro de Educação da UFSM entre 1963 e 1986. Era também detentora da cadeira número 23 da Academia Santa-mariense de Letras (ASL), que tem como patrono o poeta Ernesto Wayne.

Nascida em Bagé, Neiza chegou a Santa Maria em 1963, com o marido, o engenheiro agrônomo Erb Veleda, que faleceu aos 49 anos. Assim como ela, também ele foi professor da UFSM. Com Erb, Neiza teve três filhos: Eurico, médico veterinário; Eduardo, bacharel em Direito e docente aposentado da UFSM; e Elizabeth, engenheira civil e professora universitária jubilada.

Em maio deste ano, Neiza comemorou os 100 anos em uma festa com familiares e amigos em Tapes. Conforme a filha Elizabeth, 70 anos, na celebração, a mãe cantou em francês, dançou tango e foi muito homenageada: “Ela era uma mulher ativa, religiosa, levava uma vida tranquila. Vai nos deixar muita saudade, mas acreditamos que ela cumpriu sua missão”. A poetisa cultivou importantes amizades, entre elas com o ilustre poeta alegretense Mário Quintana.

Neiza foi velada na catedral Anglicana do Mediador e sepultada no cemitério Santa Rita.

HOMENAGEM DA ACADEMIA – No site da Academia Santa-mariense de Letras, texto da acadêmica Aristilda Rechia presta homenagem a Neiza. Escreve Aristilda:

“Deixa o nosso convívio, uma figura ímpar: alma inquieta, olhar indagador, presença cultural impositiva, coração solidário, amiga e de elevado espírito religioso”.

Mestre em Educação e Especialista em Teoria e Prática em Currículo (UFSM), Licenciada em Letras Neolatinas (FIC), deixa um vazio entre os inúmeros alunos que tiveram a oportunidade de ouvir a sua palavra suave, mas precisa, abalizada; de sentir sua dedicação e empenho pela lisura da Língua Portuguesa. Aposentou-se como Professora Adjunta na UFSM.

Além de mestra, desempenhou a função de Diácono na Catedral do Mediador de Santa Maria, e era comum ver a sua figura serena e silenciosa visitar os doentes nos hospitais, levando-lhes o conforto espiritual.

Detentora da Cadeira 23 da Academia Santa-Mariense de Letras, publicou dois livros de poemas; Sob o céu de Santa Maria (2007) e Eu era verde (2012).

Dona Neiza, como todos a chamavam, em seus gloriosos 100 (cem) anos de existência, deixa a todos nós, um exemplo grandioso de vida: alegre, otimista, realizador, cheio de sonhos e de esperanças.

A Academia Santa-Mariense de Letras perde um dos ícones de seu quadro de associados, e a Academia Superior na esfera sideral, recebe uma nova estrela em sua constelação”.

 

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