As mudanças climáticas e as previsões de forte impacto no RS

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Parque da Redenção depois do temporal -Porto Alegre - 30 de janeiro de 2016. Foto reprodução O Sul
Parque da Redenção depois do temporal -Porto Alegre – 30 de janeiro de 2016. Foto reprodução O Sul

“O Rio Grande do Sul precisa estar cada vez mais preparado para enfrentar eventos climáticos como o que ocorreu na capital gaúcha, em 29 de janeiro”. O alerta foi feito pelo presidente da Comissão Rio Grande Resilente da Assembleia Legislativa, deputado João Reinelli (PV), durante audiência pública para tratar sobre o Combate as Mudanças Climáticas na Região Sul do Brasil.

Na avaliação do geógrafo e professor de Climatologia do departamento de Geografia da UFRGS, Franscisco Aquino, o debate sobre mudanças climáticas que estão acontecendo precisa ser difundido e ampliado pela sociedade brasileira e essa discussão deve começar nas escolas gaúchas, assim como de todo país.

Conforme Aquino, a comunidade científica brasileira vem subsidiando o governo federal e estadual com informações sobre o estado das alterações do clima e os impactos previstos.

“Tivemos avanços no âmbito nacional e regional com o menor consumo de combustíveis fósseis e menor desmatamento, mas são avanços pequenos em relação aos efeitos da mudança climática global”, explicou.

Segundo ele, a Região Sul será fortemente impactada por essas alterações e, por isto, a necessidade de difundir o conhecimento sobre o evento. “Deveríamos ter feitos ações para diminuir esse impacto há pelo menos uma década”, destacou o professor.

Destruição e preejuízos após o temporal -Avenida Praia de Belas - Porto Alegre - 30 de janeiro de 2016
Destruição e preejuízos após o temporal -Avenida Praia de Belas – Porto Alegre – 30 de janeiro de 2016

 

ONU pede agilidade em novas regras para o clima

Clima BOX

 Ao abrir a Sessão de Assinatura do Acordo de Paris, em Nova York, o secretário-geral da ONU, Ban Kimoom, pediu aos países-membros que acelerem a adoção das novas regras sobre mudanças climáticas a fim de evitar que o mundo siga em processo de perigoso aquecimento.

“Este documento, em conjunto com a Agenda Para o Desenvolvimento Sustentável – 2030, tem o poder de mudar o mundo”, ressaltou.

Criado durante a Conferência de Mudança Climática da ONU, em 12 de dezembro de 2015, o Acordo de Paris foi adotado por todos os 196 países que integram a Convenção das Nações Unidas sobre a Mudanças no Clima. No texto, as nações se comprometem a trabalhar não só para limitar o aumento da tempetura global em 2 graus Celsius, como também assumiram o compromisso a meta para 1,5º Celsius.

“A era do consumo sem consequências chegou ao fim. Nós temos que intensificar nossos esforços para descarbonizar nossas economias”, enfatizou Ban. (Fonte Correio do Povo)

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