Mulher, Jornalismo e Política, segundo Rosane de Oliveira

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Rosane de Oliveira foi a convidada da APUSM para encerrar a programação de 2016 do Mês da Mulher na Associação. Foto Rodrigo Fortes Ass de Comunicação da APUSM Especial
Rosane de Oliveira foi a convidada da APUSM para encerrar a programação de 2016 do Mês da Mulher na Associação. Um bom público prestigiou a palestra da jornalista no último dia 29 de março.                              Foto Rodrigo Fortes Ass de Comunicação da APUSM Especial
Rosane de Oliveira
Rosane de Oliveira

Quem foi na Associação na noite do último dia 29 para assistir a palestra “Mulher, Jornalismo e Política no Brasil”, encontrou o que procurava. Uma jornalista perspicaz, questionadora, direta, às vezes irônica, às vezes sarcástica, mas sempre carismática. Acrescente a tudo isto uma larga experiência em editoria de política em uma das maiores redes de comunicação do país. Sim, está é Rosane de Oliveira, a convidada da APUSM para encerrar a programação de 2016 do Mês da Mulher na Associação.

Rosane começou abordando a participação feminina no jornalismo, e suas perspectivas na profissão, desde que entrou na Faculdade de Comunicação, em 1977. “Confesso que naquela época não me enxergava no trabalho que exerço hoje, como editora de política ou apresentadora de rádio. Eram atividades essencialmente masculinas, diferente da televisão que sempre foi mais plural, com uma grande participação feminina.

Porém, os tempos mudaram, assim como os costumes e as mulheres. Atualmente o jornalismo é uma profissão sem machismo e sem feminismo. E este é bacana da vida: conviver juntos”, comentou a jornalista e concluiu: “Sei que ainda existem preconceitos sobre mulheres em outras profissões, diferenças, abusos, temos muito ainda para avançar. Mas acredito que no jornalismo não precisamos mais de cotas de gênero”, alfinetou.

Mas, ao entrar na segunda parte de sua palestra, Rosane de Oliveira mudou o tom da conversa. “Não há igualdade entre homens e mulheres na política brasileira. Há, sim, ainda muito preconceito. Basta conferir muitos dos ataques contra a presidente Dilma Roussef. Não são técnicos, não são políticos, muito menos ideológicos. São sexistas”, afirmou.

Depois de mais de uma hora e meia ouvindo uma palestra fluida e com muitas informações com a experiências dos quase 40 anos de profissão palestrante, foi a vez da plateia, mediada pela vereadora Sandra Rebelatto, questionar a jornalista sobre suas impressões deste conturbado momento político que vivemos no Brasil: “Podem perguntar tudo que vocês queiram saber. Vim preparada”, instigou a palestrante. Ela foi atendida pelo bom publico que prestigiou a iniciativa da direção da APUSM.

Logo após, a convidada da noite foi recepcionada com um coquetel de assinatura Norberto Da Cás no Salão Panorâmico, onde pode confraternizar com a direção da Associação, convidados, público presente e imprensa. Confira abaixo mais fotos do evento:

 

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