Expectativa por novas oportunidades de qualificação aos servidores

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Foto:Rafael Happke

O Brasil amplia o uso de energias limpas, dentre elas, a energia solar fotovoltaica. Esta forma de geração de energia consiste na conversão direta da irradiância solar em energia elétrica a partir de módulos fotovoltaicos. A conversão da energia gerada pelos módulos – em corrente contínua – para corrente alternada, usada nas instalações elétricas residenciais, comerciais e industriais, é realizada por meio de um equipamento eletrônico denominado inversor fotovoltaico. Os inversores podem ser autônomos, ou seja, para uso em locais remotos onde não existe rede elétrica, ou conectados à rede, para operação em conjunto com a rede da concessionária de energia. Esta segunda forma é a mais empregada nas instalações urbanas, porque evita a necessidade de banco de baterias operando em conjunto com o sistema.

Para garantir todas estas características, o Instituto Nacional de Meteorologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) exige que os inversores vendidos no território nacional sejam certificados, contando também com um complexo sistema de testes necessário para a realização dos 22 ensaios descritos nas normas técnicas NBR 16149, NBR 16150 e NBR IEC 62116 e vigentes no Brasil.

Os inversores para sistemas fotovoltaicos conectados à rede têm diversas funções, além da conversão de energia. Entre as funções estão: garantir que os módulos fotovoltaicos operem no ponto de máxima potência de geração, garantir a qualidade de energia elétrica gerada e a segurança contra risco de choque elétrico das pessoas e animais domésticos contra contatos eventuais com o sistema, assim como segurança aos técnicos durante manutenção da rede.

No Grupo de Eletrônica de Potência e Controle (Gepoc), do Centro de Tecnologia na UFSM, o Laboratório de Ensaios está sendo criado para atender à demanda por ensaios de inversores fotovoltaicos. A finalidade dos pesquisadores é transformar o laboratório, localizado no Anexo B do CT, em um dos primeiros do país a ser acreditado pelo Inmetro para certificação destes equipamentos.

Outros três laboratórios do Centro buscam o credenciamento junto ao Inmetro. O Sistema de Gestão de Laboratórios (SGLAB), do CT, foi constituído para auxiliar neste processo, integrando os processos técnicos e burocráticos comuns aos ensaios das diversas áreas de atuação do centro. Em paralelo, acontece treinamento de pessoal, adequação e compra de equipamentos para aperfeiçoamento dos laboratórios. Integram o projeto os professores Leandro Michels, Luciano Schuch, Cassiano Rech, Hélio Hey e Jorge Massing, e o mestrando Henrique Horst Figueira.

Foto: Assessoria de Comunicação do Centro de Tecnologia

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