Cinema em casa com o professor Robson Pereira Gonçalves

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Reprodução Internet
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Outlander

Recebi a primeira temporada de “Outlander” e fiquei fascinado, tanto pela atuação de uma moça, Caitriona Balfe, inglesa claro, quanto à reverberação de transpor literatura para o cinema. Além de emprestar aqueles dados históricos de uma estória ficcional, a verossimilhança entre fatos e magia e lendas, tornam a série naquilo que chamei de desassossego na obra artística. É quando o “l’etourdit”, o estranhamento, nos toma os afetos.

A série começa em 1945, seis meses depois da grande guerra, Claire, uma enfermeira naqueles tempos de penúria, e seu marido Frank, professor de história, decidem ir a Inverness, Escócia, nas Highlands, para fazer uma segunda lua de mel. Lá se deparam com toda a gama de magia, crenças e, claro, rituais. Ao assistir escondida a um desses rituais pagãos, druidas, Claire retorna ao local no outro dia, numa colina com menires em volta, como se fosse stonehenge, e ao tocar a pedra central desaparece.

A magia acontece – a moça é transportada para 1743, no mesmo local, perto do castelo Leoch, do clã Mckenzie. Este é o primeiro enredo, onde as vicissitudes de Claire tomam corpo: sendo uma “sassennach” (inglesa, oulander) vai se sentir dividida em ser inglesa ou admitir a cultura e a tal independência dos highlanders. Pode-se, até, admitir a metáfora nos nossos dias da luta dos escoceses em se separar da Inglaterra, pelo menos vislumbra-se antecedentes.

A figura centrral, Claire, é interpretada por Caitriona Balfe, seu marido em 1945 e algoz em 1743 por Tobias Menzies, excelente e já conhecido. Sam Heugham faz o marido e amado no século XVII. A direção é de John Dahl, a escritora Diana Gabaldon escreveu a série literária. A música é Bear McCreary, cuja canção de abertura é, como diria, dos deuses. Enjoy.

Reprodução Internet
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Mr. Turner

Recebi o tão esperado filme “Mr Turner” que trata dos últimos 25 anos de vida de Joseph Mallord William Turner (Londres, 23 de Abril de 1775 – Chelsea, 19 de Dezembro de 1851), considerado um dos maiores pintores do romantismo inglês.

O veterano Timothy Spall faz Turner, com a direção de Mike Leigh. A fita retrata com maestria a complexidade, as contradições do pintor em relação à família, aos artistas de sua geração, amantes, que se tornaram tão turbulentas quanto suas pinturas de final de vida. Turner é considerado um dos artistas que iriam influenciar a pintura moderna. Enjoy.

 

 

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