“Filmes que estou curtindo”, pelo Professor Robson Pereira Gonçalves

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Foto  divulgação
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Magic in Moonligth 

Algumas pessoas me perguntam sobre o quê e o porquê publicar filmes que eu estou curtindo. Está bem, mas para só uma explicação: é um voto de cumplicidade com alunos e amigos mais chegados que gostam de saber o que me interessa. “much ado about nothing”…Eis que nesse meses que fiquei afastado por doença, começo a colocar em dia as tais dicas.

Uma delas é Woody Allen em seu mais recente “Magic in the moonlight”, que trata de um mágico conhecido e aplaudido, completamente cético, e sua relação com o sobrenatural, todavia sua relação com a psychic Sophie Baker, vai trsnaformar suas crenças em devaneios cruéis – que bela e hilariante estória. O grande Woody ainda faz essas películas redentoras.

No elenco, Colin Firth (o mágico Stanley Crawford) e, maravilhosa surpresa, Emma Stone (fazendo a vidente Sophie Baker). A vida nos causa surpresas e, por isso, ainda lembro do “O acaso e necessidade” de Jacques Monod, 1953, que me parece ajeitar as coisas para a comprensão do filme de Woody Allen. Enjoy!

 

 

 

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May Old Lady 

Quando se tem em cena duas grandes intérpretes Maggie Smith e Kristin Scott Thomas, ao lado de Kevin Kline, já se pode apostar num trabalho bem feito.

O filme, locado num velho e suntuoso apartamento em Paris, foca a herança, o tal apartamento, que Mathias Gold (Kline) recebe de seu pai. Seu objetivo é vender o mais rápido possível o imóvel e retornar para NYC, todavia se depara com duas inquilinas: Mathilde (Maggie Smith) e sua filha Chloé (Kristin), inglesas que vivem em Paris e que não abdicam do direito de permanecer no apartamento.

Sob a guarda da lei francesa do inquilinato, Mathias se vê fragilizado no seu projeto de venda e, com isso, resolve também morar no imóvel. Quando este se aproxima mais de Chloé, Mathilde desvela uma rede complexa, labiríntica, de segredos que vai unir o trio em situações impensadas. Enjoy.

 

15B The disappereance of Eleanor Rigby

 

The disappereance of Eleanor Rigby 

Este filme “The disappereance of Eleanor Rigby” não remete em nada a inspiradora Eleanor Rigby, canção dos Beatles de 1966. Trata-se de uma love story moderna, saiu agora em 2015, que discute a relação e a estranheza de um casal de jovens Eleanor (Jessica Chastain) e Conor (James McAvoy).

O filme explora as vicissitudes individuais de cada um dos personagens em busca daquilo que os inspirou no passado: o amor e os afetos encerrados e a busca de uma honestidade pessoal e para a relação. Jessica Chastain (tem o nome de Eleanor Rigby porque os pais se inspiraram na canção) está exuberante e, melhor, crível e verossímil, como sói acontece com grandes intérpretes. James McAvoy, inglês, justifica a fama interpretativa e se torna cada vez mais requisitado nos US. No elenco ainda Viola Davis, William Hurt e Isabelle Huppert. Outro dado interessante é que o filme apresenta duas versões da estória, se quiserem das cenas mais marcantes, onde se pode perceber com mais nitidez as perspectivas dessas subjetividades, são marcadas pelos subtítulos “Him” e “Her”. Enjoy.

 

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Love is Strange

Depois que quase 40 anos de relação Ben e George, resolvem se casar – familiares presentes, filhos, exs e amigos. Eis que a vida começa a cobrar seu preço: George perde o emprego e vai morar com o filho e se relacionar com amigos mais novos e descolados. Meanwhile, Ben se refugia na casa do sobrinho, cuja mulher (Marisa Tomei) é uma crítica severa da relação e de como o casal de gays deve resolver sua vida.

Para nós leitores e espectadores, por mais áspera e dolorosa é a relação, mais íntima se nos é em nossos afetos. O amor se nos estranha sempre, por isso tão cruel ele pode ser ou se quiserem desiludir. Magníficas interpretações de John Lithgow, Alfred Molina e Marisa Tomei. Enjoy.

 

 

 

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