“A despesa básica da UFSM está garantida”, diz reitor

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Reitor Paulo Afonso Burmann ressalta que o momento é de cautela e redução nos gastos

As universidades federais do país iniciaram 2015 com bastante dificuldade. O Congresso Nacional ainda não aprovou o orçamento da União. Enquanto isto, o Ministério da Educação já realizou uma redução de 30%no repasse financeiro para as despesas administrativas. Na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), medidas como economia de água, luz e redução de diárias foram adotadas pela reitoria. “Estamos garantindo o custeio das atividades essenciais. Além disto, analisaremos os contratos de alguns serviços, mas posso afirmar que a despesa básica da universidade está garantida”, diz o reitor Paulo Afonso Burmann.

Na área de infraestrutura da UFSM, a prioridade será para obras já licitadas. O reitor destaca que o momento é de cautela no que se refere a novos projetos e obras. “Temos que ter cuidados com os investimentos, já que ainda não temos orçamento”, explica. O pró-reitor de Infraestrutura, Eduardo Rizzatti, compartilha a mesma posição de Burmann. “Algum projeto novo pode ser afetado, vamos priorizar obras que já estão licitadas”.

Ainda conforme o reitor, “se o cenário atual persistir, certamente haverá consequências negativas para a instituição”. O Ministério da Educação informou que o Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa),ainda não votado pelo Congresso, prevê aumento de 10,5% em relação ao orçamento do ano passado.

CORTES PREOCUPAM

A Associação dos Servidores da Universidade Federal de Santa Maria (ASSUFSM) trata com preocupação a redução nos repasses oriundos do governo federal. Ontem, em reunião na sede da associação, os associados discutiram até uma possível paralisação no próximo dia 26.

Conforme Loiva Chanss, uma das coordenadoras da entidade, os reflexos poderão prejudicar tanto os acadêmicos, como os professores. “Tivemos uma reunião na semana passada com o reitor para conversar sobre os cortes, até que ponto isto vai atingir a UFSM. Ele (o reitor) se colocou bastante preocupado, e disse que serão adotadas políticas de ajustes”, conta ela.

Loiva está inconformada com os cortes. “Estas reduções podem prejudicar o ensino como um todo, na questão de infraestrutura também, como por exemplo, construção de novas salas. Fora isto, diárias para cursos de capacitação também poderão ser cortadas. A educação como sempre é afetada, indo contra o próprio discurso da presidente Dilma de que o Brasil é uma pátria educadora”.

Fonte: A razão.

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