Fundação Getúlio Vargas fará diagnóstico para definir perfil da Udessm

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A Unidade Descentralizada de Educação Superior da UFSM em Silveira Martins (Udessm) foi criada em 2007 e oferece 400 vagas em seis cursos de graduação: Administração, Ciências e Humanidades, Tecnologia em Agronegócios, Tecnologia em Gestão Ambiental, Tecnologia em Gestão de Turismo e Tecnologia em Processos Gerenciais. No entanto, a baixa procura, registrada nos últimos anos, pelos cursos ofertados tem preocupado a atual gestão. Atualmente, apenas 213 estudantes estão frequentando as aulas.

– Teve curso com três, outro com oito candidatos para 50 vagas, no último processo seletivo – afirma Paulo Bayard, Vice-Reitor da UFSM.

Diante desse cenário, a UFSM fechou contrato – agora em julho – com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Foram definidas duas comissões de trabalho: uma na UFSM, composta pelos pró-reitores de Administração, Planejamento, Graduação e Pós-Graduação e Pesquisa, além de dois representantes do Gabinete do Reitor e dois professores da Udessm; a segunda comissão é formada por pesquisadores da FGV.

Na última sexta-feira (25), os dois grupos participaram de uma videoconferência, em que a Fundação solicitou uma série de informações para dar início ao estudo técnico com relação à viabilidade de manter um centro de ensino descentralizado da sede da instituição. O diagnóstico pretende indicar o futuro da Udessm. Dados como histórico da unidade de ensino, cursos ofertados, calendário escolar e admissional, origem geográfica dos alunos, recursos físicos e técnicos, perfil econômico do município e outras informações serão enviados pela comissão da UFSM até a próxima sexta-feira.

No final de agosto está prevista a visita in loco de pesquisadores da FGV, em Silveira Martins. Eles deverão permanecer no município por cerca de cinco dias, buscando resposta para as seguintes questões: A Udessm é viável com os mesmos cursos atuais? O que é necessário para que os cursos tenham maior demanda e preencham as vagas? No caso de inviabilidade do modelo atual, qual a solução para que a Udessm passe a ser viável e quais seriam as adequações necessárias? Se for o caso de serem propostas adequações, qual seria a nova formatação para a Udessm, com troca de cursos e/ou novos cursos e investimentos necessários para tornar viável a unidade descentralizada?

Após essa visita, a previsão é de que o primeiro relatório seja divulgado em três meses.

Fonte: UFSM.

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