Professor Ayala escreve sobre Pesquisa de Correlação

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Pesquisa de correlação

 

Prof. Dr. Eduardo J. Z. Ayala – eduayala@ibest.com.br

 

Antes de iniciar o estudo desta modalidade de averiguação descritiva torna-se indispensável conhecermos a “origem” e o “significado” de variável. Primeiro, quanto à origem, atribuem-se ao problema e à hipótese de pesquisa a condição de portadores, ou fontes, das variáveis incluídas numa investigação. Em artigo anterior (Ayala, 2000, pp. 59-64) se formulou o seguinte problema ilustrativo: Qual é o papel do status social do jovem no consumo de drogas? Este questionamento pretende, na verdade, elucidar a influência do status social (variável independente = VI) de jovens das diversas classes sociais, digamos do ensino médio, no consumo de drogas (variável dependente = VD). Depois, no mesmo estudo, se enunciou de maneira invertida a seguinte hipótese que também contém as mesmas variáveis: O consumo de drogas independe do relevo social dos jovens; quer dizer, se fez uma afirmação apriorística, sem facticidade, ou melhor, prévia a execução da pesquisa. Porém, na dimensão hipotética já estamos, para começar, de posse de uma conjetura que pode oferecer-nos uma orientação preliminar durante o desdobramento da nossa indagação metódica; a hipótese, nesse caso, é enfática ao afirmar que não existe nenhuma relação entre as duas variáveis supra. E se ao término da pesquisa o resultado fosse o contrário do suposto hipoteticamente, estaríamos em débito com o desiderato científico? Coisa nenhuma! Simplesmente teríamos descoberto uma verdade inversa de ordem social, ou seja: o poder aquisitivo dos jovens é determinante na compra e no consumo de entorpecentes e, com isto, a nossa contribuição com a ciência já seria relevante.

Segundo, quanto ao significado, considere-se às variáveis como tudo aquilo que assume diferentes valores, tanto qualitativos como quantitativos. As primeiras são de difícil mensuração, as segundas dependem para seu aferimento unicamente da medida (operacionalização). Como medir, por exemplo, a variável qualitativa “responsabilidade grupal”? Considerando o número de comparecimentos às reuniões de grupo? Quiçá, é possível… Ou, então, como mensurar “sentimento positivo”? Contando o número de vezes que uma pessoa sorri ou se aproxima de nós? Talvez, é factível… Em circunstâncias como esta o único a tomar as rédeas da investigação é o responsável por ela; pode recorrer a consultas de todo tipo, mas é ele quem, afinal de contas, deve decidir, com a devida sensatez, o que deve ser feito perante a necessidade de avaliar, com maior objetividade, uma variável dessa natureza.

De outra parte, a variável quantitativa é concretamente identificável porque ela traz consigo a sua própria expressão numérica. Por um acaso, é difícil medir a altura, o peso ou o QI dos alunos? Claro que não! Enquanto ao QI, apenas à guisa didática, é fácil identificar as capacidades mentais de um aluno que corresponde à variável “altas habilidades”; para isso há uma escala; vejamos: um QI menor ou igual a 74 indica limitações mentais significativas; um QI entre 75 e 89 representa o limite inferior da normalidade; um QI entre 90 e 110 é o nível mediano; um QI entre 111 e 125 é o limite superior da normalidade; um QI maior ou igual a 126 indica superdotação intelectual ou “altas habilidades” (Sapiens, 2009).

A existência (ou não) de correlação entre VI e VD está representada estatisticamente pelo gráfico linear que, neste exemplo imaginário, tem as seguintes características:

 

Clique aqui e acesse na íntegra o artigo Pesquisa de correlação do professor doutor Eduardo Ayala 

 

 

 

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