Mistério escocês na telinha, por Robson Gonçalves

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Loch Ness, com uma fotografia espetacular, nos entrega atuações vívidas e corretas neste thriller de mistério e mortes.  Foto Divulgação / APUSM
Loch Ness, com uma fotografia espetacular, nos entrega atuações vívidas e corretas neste thriller de mistério e mortes. Foto Divulgação / APUSM

 

Professor Robson Pereira Gonçalves

Com a sensação de privilégio, emoção e doces lembranças, assisti a esta minisérie da televisão britânica “Loch Ness”, 2017, 275 minutos em 6 partes, criação e roteiro de Stephen Brady e direção de Brian Kelly e Cilla Ware.

A série é um drama de mistério, carregada de perfis psicológicos, que desenrola as ações em torno de um serial killer. A ambientação é numa cidadezinha fictícia, “Lochnafoy”, que ficaria perto de Inverness e junto ao Loch Ness. Para tanto, o roteiro aproveita os cenários de Fort Augustus e do famoso Caledonian Canal, além de outras ambientações aos arredores de Glasgow.

14aNas encantadoras e belas paisagens das Highlands, numa cidadezinha à beira de Loch Ness, a detetive Annie Redford (Laura Fraser) se vê diante de seu primeiro caso de assassinato: um homem é encontrado morto à beira de um penhasco. Quem o encontra é o professor Craig Petrie (Alastair Mackenzie), que esconde o celular do morto, bem como omite em seu depoimento sua relação com o defunto.

Ocorre que o chefe de polícia local Frank Smilie (John Sessions) não vê grande importância para o evento, mas provas e mistérios vêm à tona. A seguir a detetive de Glasgow Lauren Guigley (Siobhan Finneran), é enviada a Lochnafoy para chefiar as investigações, trazendo o psicologista forense Blake Albrighton (Don Gilet).

Evidentemente que o chefe Frank entra em disputa com os outsiders, elevando o clima de desconfianças. Mais uma evidência aparece: três adolescentes fazem uma brincadeira ao colocar uma ossada à beira do lago para informar que Nessie, o monstro do lago, tinha morrido. São eles, Evie Redford (Shona McCurrach), filha da detetive Annie, e seus colegas Jonjo (Keiran Gallacher) e Kieran Whitehead (Jack Bannon). Como são adolescentes repassam a filmagem pelos seus celulares, mais celeuma e atraso nas investigações. Um outro suspeito aparece, é o dr. Simon Marr (John Heffernan) que tinha despedido o morto, que era professor de piano de sua filha.

Aos poucos começam a descortinar segredos e mistérios envolvendo os personagens. como a mãe de Kieran, Angusina (Victoria Lidelle) que mantém sedado seu outro filho, Jordan, portador de uma enfermidade incurável. Outro suspeito é Leighton Thomas (William Ash), ex-detento, com um passado de assassinatos que, na sua regeneração, trabalha com o marido de Annie, Alan Redford (Gray O’Brien) que mantém um barco para turistas em Loch Ness. Nessas obscuras relações, a detetive Annie foca todas suas forças nas investigações, deixando de lado o marido e a filha adolescente.

O caso parece que vai engolfar toda a cidadezinha, com mais suspeitas e e mistérios. A mãe de Dessie, Mhari Toner (Simone Lahbib), amiga de Annie, com seu filho se tornando o principal suspeito, ouve a detetive e a deixa procurar provas na casa, entretanto Annie não consegue evitar mais dois assassinatos. Mesmo assim, Annie frente ao terror, a dor e todas as suspeitas que respingam na comunidade, consegue finalmente expor o monstro em toda a sua selvageria, salvando primeiro o marido e, depois, a filha.

Loch Ness, com uma fotografia espetacular, nos entrega atuações vívidas e corretas neste thriller de mistério e mortes.

A escocesa de Glasgow, Laura Fraser, imprime verossimilhança e outros tantos créditos em sua atuação, o que torna crível aquele ambiente fictício de Lochnofoy nas Highlands. Entretanto, como a luta de egos dos personagens se impõe mais do que as explicações psicológicas, pode-se entender como tênue a abordagem da psiquê de um serial killer. Anyway, enjoy.

 

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