Professora Ligia Militz da Costa escreve sobre a história da Academia Santa-Mariense de Letras – 10 anos

0

                                    

     

Foto divulgação ASL
Foto divulgação ASL

 

                                                                  Lígia Militz da Costa – presidente da ASL

 

Instalada em Assembléia Geral Extraordinária, em 8 de novembro de 2006, a Academia nasceu dos 20 anos de existência e experiência da Associação Santa-Mariense de Letras, sob os auspícios da Academia Rio-Grandense de Letras, através do seu então Presidente, Prof.Dr. Irmão Elvo Clemente. Presente entre nós na noite de 15 de dezembro de 2006, Irmão Elvo Clemente presidiu, no auditório da CESMA, a sessão solene de posse dos quinze membros efetivos da Academia, egressos da Associação de Letras com obra publicada de exclusiva autoria. Os quinze sócios empossados foram considerados, na oportunidade, fundadores da Academia Santa-Mariense de Letras e, igualmente, na noite dessa sessão solene, foram agraciadas com títulos especiais: a Professora Agueda Brazzale Leal – Sócia Honorária; e as Professoras Ceres Helena Ziegler Bevilaqua  e Ione Maria Rorato Mainardi – Sócias Beneméritas.

Graças à Associação Santa-Mariense de Letras, fundada em 21 de agosto de 1986, a Academia iniciou-se em 2006 com a garantia de um lastro intelectual e criativo de 20 anos, contabilizando a edição de 24 antologias, 5 revistas, 38 lançamentos de livros e dezenas de eventos de conteúdo admirável. Mas o maior amparo para sua instalação em Santa Maria adveio da documentação que regulamentou a entidade. E nesse ponto é imperioso lembrar, com o devido reconhecimento, daquele que por muitas semanas e meses trabalhou denodadamente na elaboração do Estatuto da nova entidade, baseando-se no material da Academia Rio-Grandense de Letras (da qual fazia parte), mas observando as circunstâncias locais e os vínculos com a matriz original – Associação Santa-Mariense de Letras. É ao poeta, escritor e advogado ANTONIO AUGUSTO BRUM FERREIRA, primeiro entre todos na relação dos Acadêmicos de Letras de Santa Maria e detentor da Cadeira Nº1, que a entidade deve a maior reverência: ele foi o principal mentor e responsável pela criação da Academia, providenciando, inclusive, a viabilização legal e conclusiva dos documentos da nova ASL.

Os quinze associados fundadores provaram que a decisão para assumir uma entidade do porte da Academia apresentava, em Santa Maria, a sustentação e a maturidade necessárias. A exemplo de outras cidades, com distinção e importância semelhantes no estado e no país, Santa Maria mostrava-se merecedora de uma Academia de Letras. A criação da entidade veio legitimar ainda mais o traço intelectual e artístico do perfil do município, identificado por uma comunidade afeta aos livros, pujante em escritores, pesquisadores, jornalistas, professores e estudantes de todos os níveis de ensino.

A união de propósitos demonstrada entre os integrantes da Academia e a qualidade das atividades que passaram a ser realizadas, a partir da fundação, evidenciaram o empenho de todos no cumprimento da exigência final para legitimação do lugar de cada um na novel entidade: a apresentação de um panegírico bem elaborado (elogio público e solene) sobre os Patronos das Cadeiras ocupadas na Academia. No período de abril a dezembro de 2007, em sessões públicas quinzenais na Sala 3 do Itaimbé Palace Hotel, sempre no horário das 20h, os Acadêmicos expuseram os panegíricos de forma brilhante, sempre com expressivo público presente. No ano de 2008, essas pesquisas transformaram-se em ensaios e foram publicadas no primeiro livro coletivo da Academia – Patronos, com 245 páginas. Nesta obra, encontram-se estudos com informações valiosas sobre a vida e a obra dos quinze primeiros Patronos da Academia, figuras ilustres da Literatura, da História, da Educação, do Jornalismo e da Ciência sul-rio-grandense.

A relação dos Acadêmicos Fundadores, com o número das Cadeiras de que são detentores e seus respectivos Patronos, é a seguinte:

Nº 1: Antonio Augusto Brum Ferreira (*1935 +2008) /BARBOSA LESSA

Nº 2: Aristilda Rechia/MARIO QUINTANA

Nº 3: Lígia Militz da Costa/FELIPPE D’OLIVEIRA

Nº 4: José Bicca Larré/ALCEU WAMOSY

Nº 5: Ruth Farias Larré (*1938 +2015) /APPARÍCIO SILVA RILLO

Nº 6: Humberto Gabbi Zanatta/JOÃO CEZIMBRA JACQUES

Nº 7: Máximo José Trevisan/PRADO VEPPO

Nº 8: Tânia Lopes/ERICO VERISSIMO

Nº 9: Letícia Raimundi Ferreira/AURELIANO DE FIGUEIREDO PINTO

Nº10: Carla Mano/JOSUÉ GUIMARÃES

Nº11: Celina Fleig Mayer/ROMEU BELTRÃO

Nº12: Evandro Weigert Caldeira/CAIO FERNANDO ABREU

Nº13: Lauro Trevisan/CARLOS REVERBEL

Nº14: Darcy Pereira da Paixão/JOÃO SIMÕES LOPES NETO

Nº15: Dinara Xavier da Paixão/GUILHERMINO CESAR

Como as demais Academias de Letras do país, a ASL compõe-se de 40 cadeiras e, consequentemente, também de 40 Patronos, que são figuras notáveis já falecidas que honram nossas letras escritas. Cada acadêmico efetivo é detentor de uma Cadeira e pode escolher para seu Patrono um dos nomes indicados no Estatuto.da entidade. O ingresso na Academia realiza-se por meio de inscrição realizada na Biblioteca Henrique Bastide, onde a Academia tem sua sede. No momento o Edital para admissão de novos sócios encontra-se publicado e aberto, havendo 10 Cadeiras a serem ainda preenchidas.

Com uma década de história, a Academia Santa-Mariense de Letras vem progressivamente avançando nos seus propósitos literários e culturais, graças às Diretorias que a administraram e a colaboração de seus sócios, tendo na liderança os seguintes Presidentes:

2006 a 2008 – Aristilda Rechia; 2008 a 2012 – Lígia Militz da Costa; 2012 a 2016 – João Marcos Adede y Castro; 2016 – Lígia Militz da Costa

A produção escrita da Academia, qualificada por rigorosa Comissão Editorial, pode ser conferida nos 22 livros publicados, entre eles oito antologias (obra coletiva anual da ASL) e seis livros infantis ilustrados – premiados nos Concursos de Literatura Infantil Ignez Sofia Vargas, com início em 2011 e agora em 6ª edição –, os quais são doados ao público, escolas e entidades culturais. Eventos plurais têm sido realizados ao longo do tempo, como a criação, em nossa sala na Biblioteca Pública Henrique Bastide, da GALERIA DOS MEMBROS EFETIVOS DA ASL (em 23/8/2010), com a foto de todos os sócios já empossados até o presente momento. Recitais, Cursos e Concursos de Arte Declamatória, oficinas, palestras e, mais recentemente, os Saraus Literários mensais, abertos ao público, são eventos que marcam fortemente a atuação da Academia em nossa cidade e região.

Neste ano, a ASL concedeu o 1º prêmio Academia Santa-mariense de Letras, destinado a escritor de livro selecionado pelo conteúdo e qualidade editorial entre os mais qualificados publicados no período de 2014-2016. Trata-se de um prêmio bianual, que outorga Troféu e Diploma ao respectivo Autor. A outorga do prêmio aconteceu na Festa comemorativa dos 10 anos, no dia 12 de novembro.  A vencedora foi Maria Izabel Mariano da Rocha Duarte pelo livro “José Mariano da Rocha Filho: Fotobiografia”.

Ao completar 10 anos de existência, a Academia compõe-se de 30 Acadêmicos Efetivos, mantendo-se, entre eles, ainda os nomes dos detentores (falecidos) das Cadeiras Nº 1 – Antonio Augusto Ferreira; e Nº 5 – Ruth Farias Larré.

Como lema, pauta-se a Academia Santa-Mariense de Letras na certeza de que “as palavras voam e os escritos ficam”, conforme a máxima latina “verba volant, scripta manent”, gravada em nosso brasão, criado e desenhado pelo acadêmico José Bicca Larré. As palavras escritas realmente ficam, permanecem e ganham vida pela leitura, em qualquer temporalidade, e é com esse intuito que a ASL mantém firme os

SEM COMENTÁRIOS